segunda-feira, 3 de abril de 2023

A SINDROME INVENTADA POR MÉDICOS ITALIANOS QUE SALVOU DEZENAS DE JUDEUS DOS NAZISTAS.


Três médicos de um hospital romano, administrado pela Igreja Católica, levaram os alemães a acreditar que um grupo de judeus havia contraído uma doença mortal e contagiosa.


Uma doença mortal desconhecida, uma comunidade perseguida por um invasor impiedoso e um grupo de valentes médicos e religiosos.

Parece um enredo de filme de Hollywood, mas são os componentes de um episódio não muito conhecido da Segunda Guerra Mundial, ocorrido 80 anos atrás.

Tudo aconteceu em Roma, no final de 1943. As tropas alemãs tomaram a capital italiana após a queda do seu aliado fascista Benito Mussolini.

Quando chegaram à "cidade eterna", os soldados nazistas de Adolf Hitler começaram a buscar a comunidade judaica local, que, até então, havia sido poupada da brutal perseguição e aniquilamento que se verificou em outras regiões da Europa



O médico Giovanni Borromeo e outros dois colegas inventaram uma doença para salvar dezenas de judeus mantidos por meses em 'isolamento

Mas alguns tiveram a sorte de escapar e chegaram ao hospital São João Calibita, conhecido pelos romanos como Fatebenefratelli ("Faz o bem, irmão", em português).

Com 437 anos de história, o centro médico pertence à Santa Sé e fica em uma pequena ilha no rio Tigre. Dali, pode-se ver a Grande Sinagoga de Roma e o local onde, um dia, ficava o gueto.

Os nazistas logo chegaram ao hospital para continuar a perseguição. Mas, o então diretor do hospital, Giovanni Borromeo – católico fervoroso com bons contatos na Santa Sé –, recebeu os soldados e se ofereceu a mostrar a eles o recinto.

Mas, ao chegar a uma sala, Borromeo advertiu que, ali, havia pessoas em isolamento. Elas apresentavam sintomas de uma estranha e perigosa doença que o hospital estava começando a investigar.

O diretor disse aos alemães que se tratava da síndrome K, uma doença que descreveu como altamente contagiosa, que afetava o sistema neurológico, levando o paciente à morte.

"Chamamos de 'síndrome K' devido ao comandante [Albert] Kesselring [responsável pela ocupação da Itália]", afirmou o médico Vittorio Sacerdoti à BBC, em 2004. "Os nazistas pensaram que fosse câncer ou tuberculose e fugiram."

Sacerdoti, Borromeo e o médico e antifascista italiano Adriano Ossicini foram os autores intelectuais do artifício, que permitiu salvar dezenas de judeus da morte certa.




Sacerdoti era judeu de origem e foi contratado por Borromeo para trabalhar no hospital romano, contrariando as leis discriminatórias aprovadas por Mussolini no final dos anos 1930, que proibiam sua contratação.

Existem também versões que garantem que a doença fictícia recebeu o nome de síndrome K devido a Herbert Kappler, chefe em Roma da temida SS, o braço paramilitar do partido nazista alemão. Mas outros estudiosos oferecem explicações diferentes.

"Eles batizaram a doença de síndrome K para aproximar-se da doença de Koch [a tuberculose], que estava causando muitos problemas para as tropas de Hitler na Hungria e na Polônia, naquela época", explicou à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, o escritor e sacerdote espanhol Jesús Sánchez Adalid.

Adalid publicou, no início de março, o romance Una Luz en la Noche de Roma ("Uma luz na noite de Roma", em tradução livre), uma história de amor entre uma jovem abastada e um rapaz judeu, que se passa exatamente durante estes fatos históricos.


Grande atuação


Borromeo, Sacerdoti e Ossicini elaboraram uma grande encenação.

Eles começaram a fabricar os prontuários médicos dos judeus que, supostamente, teriam contraído a misteriosa doença.

Para esta operação, eles precisaram da colaboração de muitas pessoas, dentro e fora do hospital



"Houve uma equipe muito grande, que envolveu religiosos, entre eles o superior da ordem [São João de Deus] que administrava o hospital", explica Sánchez Adalid.

Outras pesquisas históricas e jornalísticas indicam que o então monsenhor Giovanni Battista Monti ocupava na época um alto cargo na Secretaria de Estado do Vaticano.

Ele estava a par do que acontecia no hospital e apoiava a operação. O monsenhor assinou diversos documentos que facilitaram as atividades de Borromeo.

Vinte anos depois, Monti se tornaria o papa Paulo 6º.

Mesmo depois que a história da suposta doença mortal afastou os nazistas, os médicos não baixaram a guarda. Eles instruíram os judeus sobre o que deveriam fazer caso os soldados retornassem.

"O médico nos disse que, se víssemos os alemães, precisaríamos tossir com todas as forças e dar a impressão de que éramos doentes terminais", declarou à rádio e TV pública alemã Deutsche Welle a sobrevivente Gabrielle Soninno, em 2019. Ela tinha apenas quatro anos quando foi "internada" no hospital católico.

Os nazistas 'engoliram' a história?


"Os alemães enviaram médicos para o hospital, para confirmar a versão da doença", explica Sánchez Adalid. "Mas eles se conformaram com as explicações dos médicos italianos."

"Talvez o medo do contágio ou o simples fato de não querer perder tempo em um hospital cheio de doentes fez com que eles fossem enganados", afirma o escritor.


"Se os médicos alemães tivessem feito algum exame dos supostos doentes, teriam descoberto a mentira, mas não o fizeram."

Em maio de 1944, as tropas nazistas voltaram ao hospital e o inspecionaram. Mas, quando se aproximaram do quarto onde estavam os judeus isolados, o ruído da tosse fez com que eles passassem direto.

Um mês depois, as forças aliadas liberaram Roma e os supostos pacientes internados no hospital receberam "alta".


O grande mistério


Os fatos ocorridos no hospital romano foram confirmados por historiadores e por diferentes autoridades.

O Yad Vashem, memorial oficial do Holocausto em Israel, homenageou Borromeo postumamente em 2004, nomeando-o "justo entre as nações".

Esta honra é reservada às pessoas que salvaram ou ajudaram a salvar vidas de cidadãos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Não se sabe até hoje quantas pessoas foram salvas dos nazistas pela síndrome K.

"Não sabemos o número exato de pessoas salvas no hospital", segundo Sánchez Adalid. "Não conseguimos porque o hospital era uma tábua de salvação."

Para escrever seu romance, Sánchez Adalid passou dois anos pesquisando os arquivos do centro médico, do Vaticano, da Fundação Shoah (da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos) e do próprio Yad Vashem.

"As pessoas que chegavam ao Fatebenefratelli, supostamente doentes, recebiam documentos falsos para que pudessem fugir para a Suíça ou para outros países. Em certo momento, chegou a haver 75 crianças", conta o escritor.


Sánchez Adalid afirma que alguns dos "pacientes" acabaram emigrando para a América Latina após o fim da guerra. Ele se recusa a fornecer dados sobre essas pessoas, que desejam manter-se no anonimato.

O hospital foi apenas um dos lugares em que a Igreja Católica salvou os judeus do extermínio na Europa. "A Igreja salvou pelo menos 4.480 judeus naquele hospital, em igrejas, monastérios e conventos", segundo Sánchez Adalid.

"Pessoas me contaram que, quando a Gestapo chegou a Roma, ficou surpresa ao ver que, em alguns conventos, havia até 70 freiras. É claro que muitas delas não eram freiras, mas sim mulheres judias disfarçadas."

"As religiosas inventaram explicações sem sentido para enganar os nazistas, como que Roma é a capital do catolicismo e, obviamente, é onde existem mais freiras", afirma Sánchez Adalid.


Não apenas um refúgio


A proteção oferecida pela doença fictícia permitiu que o hospital não servisse apenas de refúgio para os judeus.

"Graças ao medo que afastou os nazistas, o hospital foi centro de espionagem, base de comunicações e local de reuniões da resistência italiana", conta o escritor espanhol.

No Fatebenefratelli, funcionou a chamada Rádio Vitória — uma rede de comunicações operada por soldados norte-americanos de ascendência italiana.


Ela transmitia para os aliados onde estavam os quartéis e unidades nazistas em Roma, para que fossem bombardeados.

O escritor e religioso afirma que não procurou escrever seu romance em comemoração aos 80 anos dos acontecimentos ocorridos no hospital romano. Na verdade, a história foi oferecida a ele pelas autoridades do centro médico.

Mas Sánchez Adalid admite que sua pesquisa permitiu confirmar que "nos piores momentos da história da humanidade, é que sai e brota o melhor do ser humano".

domingo, 2 de abril de 2023

HOMEM É MORTO A TIROS NA CIDADE DE HUMBERTO DE CAMPOS






Homem é morto a tiros nesse dia 02 de abril por volta das 10:30 da manhã na cidade de Humberto de campos - Ma.


Mais um homicídio foi registrado nesse domingo por volta das 10:30 horas do dia 02 de abril na cidade de Humberto de Campos - Ma.
Dessa vez o fatídico homicídio aconteceu dentro de uma residência que é frequentada diariamente por usuários de droga no Bairro lagoinha, O morto era conhecido por,( Dê). 
O mesmo já tinha passagem por unidades prisionais por vários delitos cometidos na cidade. 
De acordo com relatos, Dê estava no interior da casa quando foi emboscado, deram um tiro em sua cabeça com uma arma aparentemente de grosso calibre, o estrago foi tão grande que perfurou sua cabeça de um lado a outro com uma circunferência de aproximadamente 6 centímetros. 


A cidade vem enfrentando uma guerra entre duas facções depois que um dos lideres foi assassinado  à um tempo atrás. Os moradores não aguentam mais tanta violência, moradores reclamam da policia militar na cidade, as reclamações são muitas, vários  moradores disseram que o número da policia militar na cidade parece que serve só para enfeite, principalmente se é depois das 22:00 horas e fins de semana. 
Uma moradora da cidade disse que tem uma equipe antiga na cidade que, o forte deles é abordar trabalhadores, constranger as pessoas de bem, ir para porta de bares e fazer campana no armazém Paraíba.

Uma curiosidade é que, desde que foi mudado o comando de policiamento da cidade a onda de violência só aumentou.



quinta-feira, 30 de março de 2023

Aniversário de Barreirinhas quase termina em tragédia.



Aniversário de Barreirinhas quase termina em tragédia.

O cantor Alanzim Koreano só cantou 4 músicas, quando um segurança usou spray de pimenta para dispersar uma "suposta" confusão.
A equipe de segurança é contratada pelo segurança do prefeito Dr. Amílcar, conhecido como Roger.
Mais de 40 pessoas foram socorridas às pressas para o HRB, uma em estado grave.
Efeitos no corpo
Os agentes químicos usados em gás lacrimogêneo e o spray de pimenta inibem a entrada de oxigênio a partir do sangue, e podem levar à asfixia e morte, dependendo da exposição às substâncias




O evente teve a presença de grandes nomes da música brasileira, como o cantor Beto Perreira, o forrozeiro Gleydson Gavião, o fenômeno Alanzinho Coreano e Diego Reis e Banda. Seria uma noite repleta de muita música, alegria e comemoração. 





Mais infelizmente a noite não terminou bem para muitos que foram prestigiar o evento que
ocorrerá no dia 29/03 às 19:00 no Praça da Família.

Secretaria Municipal de Saúde de Humberto de Campos realizou a 8º Conferência Municipal de Saúde 2023.


No dia 29 de março, a Secretaria Municipal de Saúde de Humberto de Campos realizou a 8º Conferência Municipal de Saúde 2023. 

O encontro foi realizado no auditório da escola Erondine e contou com a presença de varias autoridades, sociedade civil organizada, profissionais da saúde e empresários da cidade.  

O tema principal “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia” e as diretrizes elaboradas na Pré–Conferência de Saúde.

A Conferência tem a finalidade de avaliar a situação de saúde da população, a estrutura das Redes de Serviços e de Atenção à Saúde, os processos de trabalho da Secretaria Municipal de Saúde


Foram abordados os seguintes eixos:
I – O Brasil que temos. O Brasil que queremos;
II – O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas;
III – Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia.



quarta-feira, 29 de março de 2023

Resposta de Flávio Dino a deputado que associa PT ao PCC, Deputado federal André Fernandes foi alvo de risadas e críticas por espalhar Fake News.


Resposta de Flávio Dino a deputado que associa PT ao PCC

Deputado federal André Fernandes foi alvo de risadas e críticas por espalhar Fake News.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, confrontou declarações do deputado André Fernandes (PL-CE), que o acusou de responder a 277 processos na Justiça. O embate aconteceu durante a participação do membro do governo Lula em uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, quando o ex-governador do Maranhão afirmou que "nunca respondeu a nenhum processo judicial". Após a réplica do parlamentar bolsonarista, que mencionou uma busca realizada na plataforma JusBrasil, Dino comparou o método de pesquisa relatado com a crença no terraplanismo.

— Não acredito que tenha sido de mau gosto, talvez simplesmente não lembre porque, enfim, foram poucas as vezes. O senhor acabou de falar que não responde a nenhum processo e no Jusbrasil diz que o senhor responde a 277 processos. Mas são poucos, eu acredito que tenha esquecido — ironizou Fernandes.



Dino riu da declaração do parlamentar e disse que vai "contar para os alunos como piada". Em seguida, esclareceu que os resultados da pesquisa referida pelo parlamentar não correspondem apenas a processos nos quais o cidadão é réu: "Aparecem os nomes de quem pediu direito de resposta na Justiça, de quem foi requerido em um pedido de resposta, aparece o nome de quem registrou a candidatura ou prestou contas à Justiça Eleitoral, de quem foi testemunha em algum processo", enumerou o ministro.

terça-feira, 28 de março de 2023

Decretada calamidade pública em Buriticupu (MA), que corre risco de desaparecer por causa de fenômeno geológico




O Ministério de Integração e Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de calamidade pública de uma cidade maranhense que está correndo o risco de desaparecer por causa de um fenômeno geológico.

O tempo muda e a preocupação de seu Carlos vai para as alturas.

“Ninguém dorme de noite aqui. É a noite todinha acordado, escutando só o barranco cair", conta o zelador Carlos Martins.

Ele mora em Buriticupu, no interior do Maranhão, onde 26 crateras gigantescas avançam sobre a cidade - algumas chegam a medir 600 metros de extensão e 70 metros de profundidade. São tão grandes que atingiram o grau de voçoroca, quando fendas desse tipo alcançam o lençol freático.

Voçoroca é uma palavra de origem tupi-guarani, que significa terra rasgada, e é isso mesmo o que acontece no local: durante o período chuvoso, que vai de janeiro a junho, a enxurrada rasga o solo, abre fendas. Se nada é feito para conter o processo erosivo, vão se formando crateras que avançam rapidamente e atingem dimensões gigantescas.

O geólogo Clodoaldo Nunes estuda voçorocas há mais de 40 anos e acompanha a situação em Buriticupu.

"A situação é tão grave que eu não sei se não é mais fácil você realocar a cidade do que combater essas voçorocas", afirma.


 A cada ano, os buracos avançam, em média, cinco metros; ameaçam bairros inteiros.

"Era uma vila, uma vila grande aqui. Aqui tinha mais de 300 casas. Aí começou a cair, aí já tá indo para acolá e o povo só se mudando", diz o eletricista João Batista Andrade.


Mais de 50 casas já foram engolidas pelas voçorocas em Buriticupu. Cerca de 180 famílias correm o risco de perder suas casas.

"Nós temos cobrado, nós temos oficializado pedidos de providências, mas, até agora, nós não temos uma resposta ainda", conta o professor Isaías Neres.

A combinação de chuva e voçoroca já matou cinco pessoas. O filho de dona Maria foi a última vítima, ele foi arrastado pela enxurrada e lançado em uma cratera.


"Esse procedimento tem que ser adotado, porque o município não tem mais capacidade de resolver este desastre sem o apoio, tanto do governo do estado quanto do governo federal", afirma o comandante do Corpo de Bombeiros de Maranhão, coronel Célio Roberto.

"Minha casa é aquela que fica ali, aquela de barro, em frente ao buraco. É uma assombração à noite aqui, quando está chovendo. A gente não dorme, a gente fica em pânico", conta moradora, mostrando onde mora.

Prefeito de Humberto de Campos, concede de 6% ao piso salarial dos professores do município. O reajuste, foi acima do piso nacional.

O Prefeito de Humberto de Campos,Luis Fernando, concedeu reajuste de 6%, ao piso salarial dos professores do município. O reajuste, foi ac...